Há quanto tempo a alma em si se esconde, Com ventos de engano, onde a verdade infunde? Um palco armado para a própria cena, a voz interior, silêncio que envenena.
Os dias passam e as horas trazem o seu peso. A dor disfarçada, o riso forçado, um fardo leve, mas que pesa ao lado. As pequenas lutas, a vida que aperta, o peito cala, a mágoa se desperta, em eco mudo, num canto da razão, sem dar-se conta da real emoção.

E os sentimentos, quais pássaros sem ninho, voam tão longe, sem achar caminho. Já dizia Emicida, a alegria esfria, a tristeza some, a voz que clama perde até seu nome. Num vazio denso, tudo se dilui.
É tempo de ser, de sentir, de florescer.
Deixe um comentário